Sexta-feira, Outubro 30

Mucha atención ao día de hoy

Lo Dia Internacional de Hablarse Portuñol


Hoy és lo dia más bissarro de la red.

Todos els sítios conetados en la vibración del hermoso, rico i
tenro portuñol.

Sigan nosotros en lo tiermo #portunholday en lo Piador
(vulgo Twitter).

Sigan io también en lo Piador.



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Quinta-feira, Outubro 22

Microcontos #5

Veja também: #1; #2; #3; #4


Desprezo

Juvenal não dava a mínima para Marinalva.


Mortalha

Giacomo foi envolvido com uma toalha de mesa de sua cantina.


Atitude

Chutou a porta e entrou sem se anunciar.


Altitude

Seu ego era tão elevado que acumulava neve.


Quirera

Afonsinho detestava aquela dieta.


Desapego

Aquele ataque do jacaré não impediu Juvenal de sair pulando dali.


Sacramento

Seu Anselmo parodiou a extrema unção e foi direto pro inferno.


Espoleta

Mariazinha não parava quieta.


Parafuseta

Sempre que desmontava a rebimboca, ao restaurar montava um robozinho de sobras.


Tempo-espaço

Tudo o que está em cima está embaixo, e tudo o que está embaixo perdemos mais tempo olhando.


Leguminosa

Era tão novinha e deveras tenra para a idade...


Penitência

Subiu as escadarias da Catedral de joelhos para admirar as beatas de saias curtas.


Biquini

Declarou-se imperador de uma ilha, instaurando o verão o ano inteiro.


Temperamento

Só depois de muitos anos que Granada percebeu sua dureza com Granito.


Balanço

Era impossível ler naquele ônibus.



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Terça-feira, Outubro 6

4 Anos de Quimera Ufana

Hoje o Quimera Ufana completa 4 anos de vida, mas eu estou sem tempo para escrever um post decente sobre isso...
Felizmente é por causa de trabalho. :D

Quem quiser, deixe sua mensagem de parabéns nos comentários.

Obrigado a todos os meus leitores, que me agüentam por todos estes anos.
E obrigado aos novos leitores, que reaparecem aqui mesmo depois da primeira visita, hehehe.
São vocês que realmente me motivam a continuar.

Obrigado a todos!

Beijão pras moçoilas!
Abração pros barbados!
André Lasak


Agora vamos à propaganda:

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Quinta-feira, Outubro 1

Vota Queu Conto #2 - Resultado

Vamos ao texto da segunda votação, que resultou no início #6.



De Encontro ao Destino

Mamãe deveria ter me ouvido... Papai também. De todos os meus erros, aquele era irrecuperável. Muitos anos se passaram até que eu tomasse coragem de pôr meus pés em Montes Teus novamente. Foi uma grande metamorfose: deixei a barba, mudei o corte de cabelo, tomei sol, alterei meu nome no RG. Eu estava irreconhecível. Vendi tudo o que tinha. Com o dinheiro, comprei um carro e peguei a estrada rumo ao meu destino.

Destino. Tudo aquilo que você não espera que vá acontecer algum dia destes. Mas acontece. Ponderei todos os anos que se passaram. Lembrei do meu falecido irmão, o primogênito, o queridinho, o herói da nação, o grande desgraçado que ganhava toda a atenção e carinho de todos, enquanto eu era apenas como um papel de parede rasgado. Todos sabem que o rasgo está lá, mas ninguém se importa em arrumá-lo. Eu era ninguém. Só deram conta da minha existência quando o primogênito, o queridinho, o herói da nação, o grande desgraçado que ganhava toda a atenção e carinho de todos, morreu atropelado por um trem de carga que descarrilou. Luto profundo. Toda Montes Teus abarrotou a igrejinha do padre Alonzo. E o cemitério. O prefeito deu cinco dias de luto. A cidade parou. Ninguém saía de casa. Ninguém andava nas ruas. Cinco noites iluminadas à luz de velas.

Ninguém deixou de participar. Eu, como já era ninguém, fui a exceção. Passei uma semana vagando pelas estradas vizinhas, de cidade em cidade, conhecendo pessoas e as novidades do mundo. Quando retornei que notaram a minha existência. Foi aí que tudo mudou. Tentaram, de todas as formas, me transformar em pelo menos uma sombra do que foi o primogênito, o queridinho, o herói da nação, o grande desgraçado que ganhava toda a atenção e carinho de todos. Desde o início eu avisei que isso era inútil, além de extremamente estúpido. Desde o início insisti aos meus pais que aquilo era loucura. Eles nunca iriam recuperar em mim tudo o que ele representava. E não recuperaram. Dia a dia, lamentavam a falta de Irineu - é, o primogênito e tudo o mais tinha um nome -. Dia a dia, erguiam as mãos aos céus praguejando o por quê de Deus tê-lo tirado de suas vidas, e não a mim.

Mamãe deveria ter me ouvido... Papai também. Naquela noite chuvosa, algo poderoso acordou dentro de mim. Uma fúria tomou conta de cada músculo do meu corpo. Minha voz ganhou proporções assustadoras. Com uma marreta, dei cabo de tudo o que me incomodava dentro daquela casa. Sem pestanejar ou olhar para trás, fugi. Com a roupa do corpo tomei o último ônibus rumo à liberdade. Desde então, pesadelos diários importunavam meu sono e minha sanidade. Tentei de todas as formas encontrar um bálsamo para esta tortura, mas nada adiantava. Dez anos depois cheguei à conclusão que deveria voltar a Montes Teus para exorcizar todas as minhas agonias. Aquela seria a minha última chance. Um último passo para trás, antes do abismo da loucura. Foi uma grande metamorfose: deixei a barba, mudei o corte de cabelo, tomei sol, alterei meu nome no RG. Eu estava irreconhecível.

Cheguei em Montes Teus bem cedo. Parece que nada mudara por aqui desde minha fuga. Puseram ao chão a igrejinha do padre Alonzo e construíram uma de verdade. Só isso. Reconheci, na alameda, aquele velho casebre. Minha casa estava de pé, ainda. Mal podia esperar para bater naquela porta. Meu coração palpitava. Uma gota de suor gelado irritou meu olho esquerdo. Eu tremia em todas as minhas terminações nervosas. Criei coragem e bati. Silêncio. Bati novamente. A porta pôs-se a abrir. O sol revelou um casal de velhos assustados, que me olhavam com curiosidade. Comecei a falar:

- Pai? Mãe? Fugi por dez anos para provar que eu nunca seria igual ao Irineu. Mas de agora em diante, prefiro que não me chamem nunca mais de Maria Rita.


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Terça-feira, Setembro 22

Vota Queu Conto #2

Está de volta esta seção do Quimera Ufana.

Instruções:
• Eu escolho uma edição antiga do Inícios para Livros e republico;
• Vocês escolhem o início mais legal e escrevem seu número nos Comentários;
• Na semana seguinte, eu publico um conto utilizando o número mais votado como início.



Inícios para Livros - 26ª Edição (Publicado em 18/07/2006)
Especial Maníaco-Depressivos

#1

Iniciava mais um detestável sábado de sol, e um irritante sabiá cantarolava até ser atingido em cheio por meu rifle com mira telescópica.

#2
Morrer: talvez matar, de tanto lamuriar ou entorpecer.

#3
A dor do sentimento era tanta que nem de sentimento mais me lembrava e nem mais sabia do que lamentava, apenas me arrastava pelo chão como poeira, um ácaro de infelicidade pisado pelos pés de Margarida, Lurdinha, Benedita, Joaquina, Ermengarda e Landinalva, vagabundas!, gritava em meu delírio constante, meu mais visceral desapontamento, de forma que até minhas amídalas exalavam ausência, minha cólera em dobro espumava, e minha eterna e única obsessão em escrever longas frases que pareciam parágrafos voltava à tona.

#4
Ainda é pouco menos de um bem vazio copo de conhaque, um cinzeiro sujo e uma cadeira sem corpo presente.

#5
Feliz é efêmero, é resquício de algo triste que se esqueceu de chorar.

#6
Mamãe deveria ter me ouvido...

#7
Da esperança nada se cobra, da dor nada se esquece, da felicidade nada se lembra, da tristeza nada se esmorece.

#8
Debalde...

#9
Inúteis quereres de outrora deixados ao relento, ou simplesmente emborcados por reles mãos amarfanhadas e toscas.

#10
Nunca mais.


Não se esqueçam de votar nos comentários qual é seu número escolhido, ok?
Quarta-feira que vem eu publicarei um conto com o início vencedor.
Divirtam-se!

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Sexta-feira, Setembro 11

Explicação de Gírias Paulistas - Parte #4

Mban'Nranranb

Lê-se: Bãrãrã

A cidade de São Paulo é casa de uma diversidade de povos dos cantos mais inóspitos do planeta. É o caso de Nzulu, um humilde habitante de Mbaza, um povoado esquecido num canto desértico de Uganda. Como ele chegou aqui ninguém nunca soube, mas ficou conhecido por causa de sua simpatia e a completa falta de interesse pela nossa língua. Ninguém sabe como ele sobrevivia, muito menos que fim levou. Deixou para o léxico paulista a palavra com a qual terminava todas as suas ininteligíveis frases.


Aplicações:

1. Locução conjuntiva¹: e outras coisas
Ex: - Ah, a gente foi lá no apê da Mé, comprou umas parada no posto, deu um rolê, Mban'Nranranb...

2. Locução conjuntiva²: e assim por diante
Ex: - Cê sabe... a vida acontece, balada é dois palito pra encontrar alguém, beijar, dar tesão, Mban'Nranranb...

3. Verbo intransitivo: tomar providências; atuar, fazer
Ex: - ... aí ele chegou e Mban'Nranranb.




Sayandhanuh

Lê-se: saiandânu

Foi criado por uma extinta vertente radical que cultuava o extreme-yoga. As técnicas do Instituto deNose não eram nada convencionais, mas de fato funcionavam. Era o caso do mantra Sayandhanuh, técnica avançada de telecinese grupal, que servia para expulsar freqüentadores indesejáveis apenas com a repetição incansável de "Sayandhanuh po rah sayandhanuh fih ladhapuh tah". Graças a estes mantras, o mestre deNose foi muito criticado e proibido de abrir sua universidade. Após seu suicídio, seus alunos passaram a usar alguns mantras ao seu bel-prazer, incorporando-os às gírias paulistas.


Aplicações:
1. verbo intransitivo e pronominal¹: fugir, desaparecer
Ex: - Sayandhanuh, filadaputa! Qué morrê?

2. verbo intransitivo e pronominal²: gastar-se muito rápida ou inexplicavelmente; sumir
Ex: - Sayandhanuh que essa treta é procê, véi! Vasa!

3. Verbo transitivo direto, bitransitivo, intransitivo e pronominal: pôr(-se) a pique; submergir, afundar
Ex: - É nessas horas que a grana sayandhanuh...



Gírias anteriores: True'Ta e Très'TA; Moh e Paga-Pau; Çi-pà e Bhay Anuh

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Quarta-feira, Setembro 9

Dos Praquês

Eu e meus originais


Tudo começa com um papel em branco. Conforme escrevemos, o papel vai ficando rabiscado, dando lugar a palavras, idéias, conceitos, fórmulas, receitas, teoremas, romances, poemas ou apenas bobagens aleatoriamente escritas num papel agora rabiscado. Dependendo do conteúdo, basta apenas amassar e jogar fora. Mas há sempre um "mas". E se isto valer alguma coisa qualquer ano ou século destes? Vale a pena realmente amassar?

Outro dia abri a velha caixa com os meus originais. Todas as folhas estão datadas, facilitando observar a minha evolução com as palavras desde 1992. Muitas coisas ali, com umas pequenas lapidadas, podem ser reaproveitadas maravilhosamente. Outras coisas já estão tão prontas que me impressionam na releitura. Outras estão prontas para serem devidamente amassadas, mas eu as guardo. Sempre. Isso serve de exemplo para minhas leituras futuras. Ainda mesmo que inúteis à primeira vista.

À segunda vista, existem outras observações... No meio daquele emaranhado de palavras feias existe uma idéia de algo que, bem trabalhado, ainda pode dar certo. Ainda. Por isso não jogo no lixo meus originais. Eles ainda não valem nada, até pesarem como ouro.


Para que escrevemos? Escrevemos porque queremos nos expressar como somos, como gostaríamos de ser, como imaginamos as coisas na realidade e na ficção, ou como nos sentimos. Escrever para mim sempre foi um desabafo sem gritos. Um urro contido numa onomatopéia. Um alívio aos ouvidos de um interlocutor. Uma arma que traz paz ou guerra. Um brincar-de-Deus com papel e caneta.

Escrever é assim. E é assim que eu quero continuar vivendo: escrevendo por linhas certas todas as minhas idéias tortas.


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Ilustração-presente: Tiburcio

Segunda-feira, Agosto 31

Blog Day

Blog Day


Hoje é o Dia do Blog. Neste dia, cada blog divulga 5 blogs, com uma pequena descrição dos escolhidos. Bom... eu não vou me atentar pela regra dos 5:

• O Toro nos diverte com tirinhas sobre coisas comuns e outras bem incomuns no Mundico;

• A Czarina nos diz tudo o que precisamos saber para adquirir uma Sabedoria de Improviso;

• O Ciccone resolveu atualizar somente às sextas o Magias & Barbaridades, para aumentar a ansiedade dos fãs;

• A Mary tem Outro Blog, que escreve sobre as coisas simples ou complicadas da vida;

• O Tiburcio eu acompanhava todo mês na Mad, até reencontra-lo pelo twitter para me tornar um amigo virtual e um fã real do seu divertido blog;

• A Lubi escreve poesias que normalmente nos deixam com o Coração na Boca;

• O Eudes é o fanático por quadrinhos que adora uma Rapadura Açucarada;

• As irmãs Mirian e Maira tentam explicar o que é esse tal de Substantivolátil;

• O André Dahmer achei que era só um maluco sem sentimentos que atualizava o Malvados, até descobrir que ele era fã e manipulador de delicados bonsais;

• Já o Antonio Carneiro diz que, se você encontrou o News Errado, você está realmente perdido.

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Quinta-feira, Agosto 27

Avisos Incomuns


Para liberais:
NÃO CONTÉM CONSERVANTES


Para quem odeia Dom Quixote:
NÃO CONTÉM CERVANTES


Para depreciadores da Tropicália:
NÃO CONTÉM MUTANTES


Para Orfeus precavidos:
NÃO CONTÉM BACANTES


Para instáveis:
NÃO CONTÉM CONSTANTES


Para depressivos:
NÃO CONTÉM INSTANTES


Para míopes:
NÃO CONTÉM DISTANTES


Para apreciadores de novidades:
NÃO CONTÉM SEMELHANTES


Para mal-amados:
NÃO CONTÉM AMANTES


Para decentes:
NÃO CONTÉM TRATANTES



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Terça-feira, Agosto 25

StripGenerator - O Retorno

Tive contato com o StripGenerator em 2006, e fiz até umas tirinhas pra testar... Hoje fui apresentado ao Blog do Benett, e ele também criou umas tirinhas neste divertido gerador de quadrinhos.

Deram umas boas melhorias no site. Aumentaram a quantidade de personagens e elementos, a facilidade para repetir uma imagem no quadrinho seguinte, a possibilidade de rotacionar os objetos e a possibilidade de salvar a tirinha, hehehe. Antes tínhamos que dar um Print Screen e salvar pelo Photoshop.

Bom, fica a dica para quem não sabe desenhar (como eu) ter a oportunidade de colocar sua cabeça pra funcionar.

Segue a minha tentativa de hoje:

Looping by André Lasak
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